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Marco Luque não ri o tempo todo: Por trás de personagens e churrascos na TV, comediante fala de política e de musical

Conhecido por personagens, comediante estrela Os produtores ao lado de Miguel Falabella e de eleições: É nossa culpa se o cara que tá lá é bom ou ruim, se rouba ou não .

 
 -  Marco Luque se prepara para participar do   39;Altas Horas  39;  Foto: Fabio Tito/G1
Marco Luque se prepara para participar do 39;Altas Horas 39; Foto: Fabio Tito/G1

Você provavelmente conhece Marco Luque, comediante de 44 anos, por seus muitos personagens. Ou talvez pela sua participação no “Altas Horas” ou na nova “Escolinha do Professor Raimundo”. Ou até por estar no musical “Os Produtores” no teatro.

Se respondeu "não" para tudo isso, pelo menos já o viu em uma das inúmeras propagandas durante a Copa do Mundo.

Ele não se preocupa com a superexposição. Até acha que pode ajudar a promover seu trabalho. “As propagandas que eu tenho feito são de personagens, são legais. Acho que tem sido uma exposição positiva”, conta ao G1.

Marco Luque se prepara para participar do 'Altas Horas' (Foto: Fabio Tito/G1) Marco Luque se prepara para participar do 'Altas Horas' (Foto: Fabio Tito/G1)

Marco Luque se prepara para participar do 'Altas Horas' (Foto: Fabio Tito/G1)

Adeus, solidão

Luque ficou conhecido por tipos como o motoboy Jackson Faive ou a diarista Mary Help. Eles povoam suas participações no “Altas Horas” e seus shows solo, sua principal atividade nos últimos anos.

Mas ele sentia falta de palcos mais cheios e aceitou o convite de participar da nova formação do musical “Os Produtores”. Atua com Miguel Falabella e Danielle Winits, em cartaz no Teatro Vivo Rio, no Rio, até 27 de julho.

Na peça, adaptação do clássico da Broadway, interpreta Leo, contador que ajuda um produtor teatral a ganhar mais dinheiro com um fracasso que com um sucesso.

Marco Luque participa da peça 'Os produtores' ao lado de Miguel Falabella e Danielle Winits (Foto: Divulgação) Marco Luque participa da peça 'Os produtores' ao lado de Miguel Falabella e Danielle Winits (Foto: Divulgação)

Marco Luque participa da peça 'Os produtores' ao lado de Miguel Falabella e Danielle Winits (Foto: Divulgação)

“É muito legal aquela confusão da coxia. Muito mais legal com pessoas. Fiquei 12 anos fazendo sozinho. Depois da peça era uma solidão. Eu ficava ali quietinho esperando a hora passar, a plateia encher”, conta Luque.

“Agora, não. A gente fica conversando, nem vê a hora passar. Ainda mais dividindo o palco com esses feras. Sempre um aprendizado.”

Palhaço também fala de política

“Os produtores” também oferece ao comediante uma oportunidade de usar um humor mais ácido e crítico do que aquele de suas apresentações solo, nas quais evita polêmicas e palavrões.

Jackson Faive é o motoboy criado por Marco Luque (Foto: Pedro Dimitrow/Divulgação) Jackson Faive é o motoboy criado por Marco Luque (Foto: Pedro Dimitrow/Divulgação)

Jackson Faive é o motoboy criado por Marco Luque (Foto: Pedro Dimitrow/Divulgação)

“Eu não me sinto bem em ofender uma pessoa, em fazer comédia ridicularizando alguém. Eu tenho alma de palhaço mesmo. Acho que se for pra rir, tenho rir de mim. Eu quem tenho que me ferrar pros outros darem risada”.

“Nunca pensei em falar esse tipo de coisa, política ou algo assim, no meu show. Porque eu quero que naquele momento se esqueçam disso tudo, dêem risada só, e desopilem a alma. Rende piada? Rende, mas rende mais debate. A gente tem que parar de levar na maciota. Isso tem que ser levado mais a sério.”

A diarista Mary Help é outra das personagens de Marco Luque (Foto: Pedro Dimitrow/Divulgação) A diarista Mary Help é outra das personagens de Marco Luque (Foto: Pedro Dimitrow/Divulgação)

A diarista Mary Help é outra das personagens de Marco Luque (Foto: Pedro Dimitrow/Divulgação)

Isso não significa que ele não goste de falar sobre o assunto. Tanto que ao ser perguntado sobre a Copa do Mundo, ele se lembra que 2018 também é ano de eleições.

“A gente só tem que prestar atenção de não esquecer o momento que a gente tá passando no país. O governo fazendo tanta coisa ruim que a gente não concorda, e a gente tendo que se juntar para se manifestar contra essas coisas”, diz Luque.

“A gente tem que pensar no que tem melhorar. Em quem a gente vai votar, quem a gente vai botar lá. Porque é nossa culpa se o cara que tá lá é bom ou ruim, se rouba ou não.”

Silas Simplesmente é o taxista interpretado por Marco Luque (Foto: Pedro Dimitrow/Divulgação) Silas Simplesmente é o taxista interpretado por Marco Luque (Foto: Pedro Dimitrow/Divulgação)

Silas Simplesmente é o taxista interpretado por Marco Luque (Foto: Pedro Dimitrow/Divulgação)

 

 

 

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