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Pelo menos 25% dos moradores de Juiz de Fora vivem em área de risco, aponta levantamento

Segundo IBGE e Cmaden, são quase 129 mil pessoas morando em locais inadequados no município.

 
 -  Pelo menos 129 mil pessoas vivem em área de risco em Juiz de Fora, diz IBGE  Foto: Reprodução/TV Integração
Pelo menos 129 mil pessoas vivem em área de risco em Juiz de Fora, diz IBGE Foto: Reprodução/TV Integração

Quase 129 mil pessoas moram em áreas consideradas de risco em Juiz de Fora. São locais com relevo acidentado ou próximos a encostas. Segundo apurou o MGTV nesta quinta-feira (12), o número corresponde a pelo menos 25% da população da cidade.

Os dados fazem parte de um levantamento divulgado em 28 de junho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) junto com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cmaden) e têm como base o Censo 2010.

Conforme o levantamento, o Bairro Linhares, na Zona Leste, é o que possui o maior número de moradias em áreas de risco.

A Prefeitura informou que foram concluídas obras em 17 áreas da cidade e que há outro contrato em andamento para atender seis áreas de risco.

Moradores de áreas de risco têm receio de que chuvas possam causar deslizamentos (Foto: Reprodução/TV Integração) Moradores de áreas de risco têm receio de que chuvas possam causar deslizamentos (Foto: Reprodução/TV Integração)

Moradores de áreas de risco têm receio de que chuvas possam causar deslizamentos (Foto: Reprodução/TV Integração)

Medo constante

No final de 2016, as chuvas levaram parte do asfalto da Rua Professor Raimundo Tavares, no Bairro Linhares, e o muro de contenção da casa do pedreiro Weder Augusto.

“A gente tem medo de cair novamente. Tenho medo de acabar danificando a minha casa", reclama.

Próximo à casa do pedreiro, o asfalto da Rua Estelina Jesus de Oliveira cedeu. A Defesa Civil chegou a colocar uma placa de proteção, mas nem o asfalto nem o muro foram reconstruídos. O problema é um transtorno para o pintor Paulo Roberto Rodrigues, morador do local.

“A gente fica com medo porque, a cada dia que passa, ela [a rua] vai cedendo mais. A Prefeitura veio e colocou esse ferro e não está adiantando nada. A gente espera uma providência", cobra Rodrigues.

A preocupação é grande também para quem vive na Rua Vera Lúcia, na mesma região. Em 2012, um deslizamento de terra matou soterradas duas jovens de 19 anos. O cobrador Douglas Ricardo tem receio de que os problemas possam voltar.

"A gente teve que sair. Fui morar fora e depois voltei pra cá. Estamos nessa luta e precisamos de uma ajuda", conta.

 

 

 

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