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Aumenta o número de pessoas que precisam abandonar o plano de saúde no PA

Em 2015 quase 890 mil paraenses tinham planos particulares. Em 2016 e 2017 os números diminuíram para 852 mil e 810 mil e este ano chegou a 790 mil. Na mesma medida, aumenta a demanda que busca o SUS.

 

Aumentou o número de pessoas que precisou deixar o plano de saúde nos últimos três anos no Pará, principalmente por motivos econômicos. São quase 90 mil usuários que agora recorrem ao SUS. Entretanto, o serviço de saúde pública não tem suportado esse aumento de demanda.

A universitária Ravena Silva tinha plano de saúde a vida inteira, mas, há quatro anos, a mãe dela ficou desempregada e não pôde mais pagar. Agora, toda vez que precisa marcar uma consulta no SUS, é um problema. “Ginecologista nunca tem vaga, e dizem que tem que esperar abrir. Oftalmologista, gastro, dermatologista a mesma coisa”, diz

O número de pessoas com planos de saúde só vem diminuindo nos últimos anos no Pará. Entre 2015 e 2018 cerca de 90 mil pessoas deixaram de pagar um plano particular. Consequentemente, a demanda no sistema público de saúde aumentou na mesma proporção.

A infraestrutura não está acompanhando esse ritmo. Um exemplo disso é a UPA do Jurunas, que está em obras desde 2014 e até hoje não foi entregue.

Os dados da Agência Nacional de Saúde mostram que em 2015 quase 890 mil paraenses tinham planos particulares. Em 2016 e 2017 os números foram diminuindo para 852 mil e 810 mil. Este ano chegou a cerca de 790 mil usuários. Foi uma redução de 10% nesse período de três anos.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Pará, nesse período houve um aumento de 10% no número de inscritos no SUS no estado.

Para o Conselho Regional de Medicina, o trabalho aumentou, mas a estrutura de atendimento não seguiu esse caminho.

“O paciente procura o sistema de saúde. Primeiro tem uma dificuldade para ter o primeiro atendimento. Depois, se ele precisar de um especialista e a dificuldade é ainda maior. A situação se agrava, levando os pacientes aos hospitais em situações graves. As nossas UTIs estão superlotadas, e realmente há uma carência muito grande”, diz o presidente do CRM-PA Paulo Guzzo.

No Pronto Socorro do Guamá não é difícil encontrar pessoas que há um tempo tinham plano de saúde, mas tiveram de abrir mão desse privilégio.

O CRM diz que cobra das autoridades melhorias para atender à população. Entretanto o órgão ouve sempre as mesmas justificativas. “Estamos em licitação, estamos providenciando, estamos alocando verbas, e o povo está esperando isso”, diz Paulo Guzzo.

Em nota, a Secretaria de Saúde do município de Belém (Sesma) disse que nos últimos quatro anos a prefeitura ampliou e melhorou a oferta de serviços públicos de saúde e que o prazo para entregar a UPA do Jurunas precisou ser readequado por questões orçamentárias, mas não disse qual é a data.

Já o governo do estado, informou que a ampliação dos serviços de saúde vêm sendo feita de forma sistemática por meio da construção de novos hospitais em diversas localidades.

Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do G1 Pará no (91) 98814-3326

 

 

 

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