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ONU condena por ampla maioria violência de Israel em Gaza

Documento foi aprovado por 120 dos 193 países da organização, com oito votos contra e 45 abstenções. Texto dos EUA que responsabilizava Hamas por violência foi rejeitado.

 
 -  Delegados votam em Assembleia Geral da ONU que condenou ações de Israel em Gaza, na quarta-feira  13 , em Nova York  Foto: Don Emmert/AFP
Delegados votam em Assembleia Geral da ONU que condenou ações de Israel em Gaza, na quarta-feira 13 , em Nova York Foto: Don Emmert/AFP

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta quarta-feira (13) por ampla maioria uma resolução que condena Israel pela escalada da violência mortal em Gaza, e rejeitou um texto apresentado pelos Estados Unidos que responsabilizava o movimento Hamas pelos atos violentos.

Impulsionado por países árabes, o documento foi aprovado por 120 dos 193 países da organização, com oito votos contra e 45 abstenções. Segundo a France Presse, uma proposta americana de apresentar uma emenda para condenar o Hamas não conseguiu a maioria de dois terços necessária para sua aprovação.

A proposta foi apresentada na Assembleia Geral por Argélia, Turquia e os palestinos, depois que os Estados Unidos vetaram uma resolução semelhante no Conselho de Segurança da ONU, de 15 membros, no início deste mês.

Manifestantes palestinos correm de bombas de gás lacrimogêneo atiradas por soldados israelenses perto de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, em 27 de abril (Foto: Said Khatib/AFP) Manifestantes palestinos correm de bombas de gás lacrimogêneo atiradas por soldados israelenses perto de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, em 27 de abril (Foto: Said Khatib/AFP)

Manifestantes palestinos correm de bombas de gás lacrimogêneo atiradas por soldados israelenses perto de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, em 27 de abril (Foto: Said Khatib/AFP)

Mais de 120 palestinos morreram durante uma mobilização que aconteceu durante 11 sextas-feiras consecutivas, chamada de Grande Marcha do Retorno. A manifestação foi convocada pelos palestinos para relembrar a morte de seis manifestantes pelas mãos de forças de segurança israelenses em manifestações de 1976 por causa do confisco de suas terras.

Além das mortes, os confrontos com forças de segurança de Israel - acusadas de usar armamento letal - também deixaram milhares de palestinos feridos, incluindo jornalistas e médicos devidamente identificados, segundos ONGs que atuavam no local.

Israel e os Estados Unidos acusaram o Hamas de incitar a violência durante as manifestações e afirmaram que o governo israelense estava usando seu direito à defesa.

 

 

 

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