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Trump diz que Coreia do Norte não é mais ameaça nuclear

Após a cúpula, Kim Jong-un aceitou desmantelar o seu programa nuclear e trabalhar pela desnuclearização completa da península coreana. Declaração conjunta não estabelece metas ou prazos.

 
 -  Trump tenta   39;guiar  39; o líder norte-coreano  Foto: Reuters
Trump tenta 39;guiar 39; o líder norte-coreano Foto: Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Coreia do Norte não é ameaça nuclear um dia depois de se encontrar pela 1ª vez com o líder Kim Jong-un, em Singapura.

Após a cúpula, o norte-coreano aceitou desmantelar o seu programa nuclear e trabalhar pela desnuclearização completa da península coreana, que era uma condição imposta pelos EUA para a realização do encontro.

“Acabei de desembarcar de uma viagem longa. Agora todos podem se sentir muito mais seguros do que no dia em que assumi. Não há mais uma ameaça nuclear por parte da Coreia do Norte. Encontrar-me com Kim Jong-un foi uma experiência interessante e muito positiva. A Coreia do Norte tem um grande potencial para o futuro!”, afirmou no Twitter.

“Antes de assumir o cargo, as pessoas entendiam que estávamos indo para a guerra com a Coreia do Norte. O presidente Obama disse que a Coreia do Norte era o nosso maior e mais perigoso problema. Não mais - durmam bem esta noite!”, completou.

Após o encontro, o presidente americano também anunciou a suspensão dos "jogos de guerra" na península coreana, fazendo referência aos exercícios militares feitos pelos EUA em conjunto com a Coreia do Sul. A Coreia do Norte considera as manobras militares uma provocação.

Nesta manhã, Trump afirmou que seu país vai economizar deixando de fazer "jogos de guerra", dizendo que "os dois lados estão agindo de boa fé".

Apesar do otimismo de Trump com o encontro, o documento final não estabelece metas ou detalhes de como o compromisso será colocado em prática para que o abandono da produção seja feito de forma completa, irreversível e verificável, como pedem os Estados Unidos.

O compromisso com o desmonte do programa nuclear já consta na Declaração de Panmunjon, assinada após o encontro de líderes das duas Coreias, em abril.

O documento assinado por Trump e Kim nesta terça possui quatro pontos:

  • EUA e Coreia do Norte se comprometem a estabelecer relações de acordo com o desejo de seus povos pela paz e prosperidade;
  • Os dois países irão unir seus esforços para construir um regime de paz estável e duradouro na península coreana;
  • Reafirmando a Declaração de Panmunjon, de 27 de abril de 2018, a Coreia do Norte se compromete a trabalhar em direção à completa desnuclearização da península coreana;
  • Os EUA e a Coreia do Norte se comprometem a recuperar os restos mortais de prisioneiros de guerra, incluindo a imediata repatriação daqueles já identificados.

Leia a íntegtra do documento

Na avaliação de Trump, as negociações com Kim foram "francas, diretas e produtivas" e o documento está "bastante completo". O texto mostra, segundo o americano, que os países estabeleceram uma ligação especial após a sua assinatura.

O presidente dos EUA, Donald Trump, mostra o documento que ele e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-um, assinaram durante encontro histórico em Singapura (Foto: Jonathan Ernst / Reuters) O presidente dos EUA, Donald Trump, mostra o documento que ele e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-um, assinaram durante encontro histórico em Singapura (Foto: Jonathan Ernst / Reuters)

O presidente dos EUA, Donald Trump, mostra o documento que ele e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-um, assinaram durante encontro histórico em Singapura (Foto: Jonathan Ernst / Reuters)

Em entrevista logo depois do encontro, o presidente americano afirmou que Kim aceitou o seu convite para visitar a Casa Branca e que ele pretende visitar Pyongyang "em um certo momento".

Mapa mostra local de reunião histórica entre Kim Jong-un e Donald Trump (Foto: Igor Estrella/G1) Mapa mostra local de reunião histórica entre Kim Jong-un e Donald Trump (Foto: Igor Estrella/G1)

Mapa mostra local de reunião histórica entre Kim Jong-un e Donald Trump (Foto: Igor Estrella/G1)

 

 

 

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