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'''Era a alegria em pessoa''', diz amiga de mulher morta em abordagem errada da polícia em Fortaleza

Vítima foi atingida com tiro nas costas, em abordagem policial na Avenida Oliveira Paiva. Ela chegou a ser socorrida e passou por cirurgia, mas não resistiu.

 
 -  Giselle havia se faria colação de grau em administração neste ano  Foto: Arquivo pessoal
Giselle havia se faria colação de grau em administração neste ano Foto: Arquivo pessoal

Uma pessoa alegre, alto astral e amiga. Assim recordam os amigos de Giselle Távora Araújo, de 42 anos, morta com um tiro nas costas disparado por um policial durante abordagem na Avenida Oliveira Paiva, em Fortaleza, na noite desta segunda-feira (11). Ela chegou a ser socorrida para o Instituto Doutor José Frota (IJF), e passou por cirurgia, mas morreu na manhã desta terça-feira (12).

Segundo relato da filha da vítima, que estava no veículo com a mãe no momento, os agentes de segurança seguiam de motocicleta pela avenida, quando confundiram o veículo de Giselle com o de criminosos e iniciaram perseguição, conforme a filha. As duas não entenderam que eram o alvo da perseguição e, por medo, aumentaram a velocidade do carro. O relato da jovem acrescenta que um dos policiais disparou duas vezes contra o carro.

A amiga Areti Balidas conta que Giselle fazia todo mundo “dar gargalhada com as palhaçadas dela”. As duas participavam de uma assessoria de esportes e, segundo a amiga, Giselle gostava especialmente da modalidade beach tennis.

“A Giselle era a alegria em pessoa, super divertida e alto astral. Com ela não tinha tempo ruim. Na TriAtivo Assessoria ela era quem nos trazia gargalhadas nos treinos. Era uma pessoa que sempre procurava fazer novas amizades e cultivar as antigas. Estou sem acreditar que não a verei mais neste plano”, lamentou.

Giselle Távora chegou a ser socorrida no IJF, mas não resistiu ao tiro e morreu (Foto: Arquivo pessoal) Giselle Távora chegou a ser socorrida no IJF, mas não resistiu ao tiro e morreu (Foto: Arquivo pessoal)

Giselle Távora chegou a ser socorrida no IJF, mas não resistiu ao tiro e morreu (Foto: Arquivo pessoal)

Segundo Areti Balidas, a vítima estava se formando em administração, havia feito as fotos para colação de grau recentemente. “Estava super animada com a sessão de fotos”, diz a amiga.

“Quero que as pessoas lembrem dela assim: com muita alegria”, acrescenta.

Coordenadores de esportes do colégio Christus e ex-professores da vítima estiveram no velório, na tarde desta terça, e também recordam Giselle como uma pessoa alegre e “muito participativa na escola”.

Paulo Neto trabalhou com o marido de Giselle e tem lembranças dos encontros com a família. “Sempre alegre, divertida, tava sempre brincando com o Haroldo (marido) e acompanhada dos filhos”, comenta.

Giselle Távora foi baleada quando dirigia em ação errada de policiais militares (Foto: Arquivo pessoal) Giselle Távora foi baleada quando dirigia em ação errada de policiais militares (Foto: Arquivo pessoal)

Giselle Távora foi baleada quando dirigia em ação errada de policiais militares (Foto: Arquivo pessoal)

Abordagem errada

O secretário da Segurança Pública do Ceará, André Costa, afirmou que os policiais são orientados para não atirar durante perseguição, como ocorreu no caso que terminou com a morte de Giselle. "Em caso de perseguição, a portaria interministerial [que orienta como deve ser ação de policiais] fala que não deve ser efetuado disparo, a não ser que um terceiro elemento esteja colocando sua vida em risco", afirmou André Costa.

O secretário comentou que "talvez" tenha ocorrido um erro na abordagem do policial.

"Policial trabalha sempre num estado de estresse. Nós realizamos centenas, milhares de abordagens, numa dessas milhares de abordagens acontece algo errado, como aconteceu ontem. Os policiais foram ouvidos na delegacia de polícia, na CGD, mas está muito no início ainda para fazer alguma afirmação, talvez tenho havido algum erro, mas só uma investigação vai poder dizer."

 

 

 

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