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Justiça decreta prisão de vereador de Barcarena acusado de estuprar adolescente

Segundo a acusação, o vereador usou de seu cargo para oferecer material escolar à vítima e conquistou a confiança da família da adolescente. Lauro Custódio Campos da Cunha Júnior PRP está foragido.

 
 -  Vereador Lauro Custódio Campos da Cunha Júnior  Foto: Câmara Municipal de Barcarena
Vereador Lauro Custódio Campos da Cunha Júnior Foto: Câmara Municipal de Barcarena

O vereador de Barcarena Lauro Custódio Campos da Cunha Júnior (PRP) teve a prisão preventiva decretada pela Justiça da Comarca de Barcarena, na região do Baixo Tocantins, pela prática do crime de abuso sexual contra uma adolescente. Segundo informações divulgadas nesta terça-feira (12) pelo Tribunal de Justiça do Pará (TJPA). O parlamentar encontra-se foragido da Justiça.

Vereador Lauro Custódio Campos da Cunha Júnior (Foto: Câmara Municipal de Barcarena) Vereador Lauro Custódio Campos da Cunha Júnior (Foto: Câmara Municipal de Barcarena)

Vereador Lauro Custódio Campos da Cunha Júnior (Foto: Câmara Municipal de Barcarena)

O juiz Iran Sampaio, da Vara Criminal de Barcarena, acolheu denúncia do Ministério Público do Pará (MPPA), que apresentou inquérito da Polícia Civil investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente.

De acordo com o processo, o magistrado entendeu que em liberdade o parlamentar “encontrará estímulos para a prática de condutas da mesma natureza, tendo em vista que se utilizou de sua condição de vereador deste município, atraindo a vítima mediante promessa de entrega de material escolar a mesma, diante da confiança obtida da família, aproveitou-se da situação para a prática de crime tão reprovável”, escreveu em decisão.

A prisão preventiva de Lauro Cunha Júnior foi decretada no dia 8 de junho, neste momento, “é necessária para se evitar a reiteração criminosa, bem como para que a vítima e seus familiares não sejam coagidos pelo mesmo, resguardando a ordem pública e a instrução criminal”, afirmou o juiz Iran Sampaio.

O processo estava em segredo de Justiça, no entanto o magistrado considerou que o réu ocupa o cargo público de vereador e mesmo assim empreendeu fuga. De acordo com ele, “é imperioso destacar que o sigilo interessa à vítima, para resguardar-lhe aspectos muito importantes, nos quais a publicidade poderia ferir sua intimidade. O segredo de Justiça é decretado justamente nessas situações, em que o interesse de possibilitar informações a todos cede diante de um interesse público maior ou privado, em circunstâncias excepcionais”, escreveu.

Entretanto, segundo o juiz Iran Sampaio, “neste momento a prisão do réu deve pesar face a tramitação em sigilo dos autos, pois somente com a prisão do réu a vítima poderá elucidar com clareza os fatos supostamente ocorridos, sem sofrer qualquer influência em seu ânimo. Determino a retirada da tramitação em segredo de justiça”, determinou.

Com base no processo, o advogado de defesa do vereador apresentou a resposta à acusação mesmo antes de ser expedida a citação para o acusado, o que, para o magistrado, configura “a chancela, por parte da defesa, de que não há prejuízo nenhum em apresentar a peça escrita antes de certificada a citação, visando a celeridade no andamento do feito”, conforme o entendimento das cortes superiores.

Diante disso, o magistrado Iran Sampaio declarou o réu citado, visto que constituiu advogado e apresentou resposta à acusação, demonstrando já conhecer os fatos imputados ao parlamentar, restando garantidos o contraditório e a sua ampla defesa. “Assim, analisando a resposta à acusação do réu, não verifico qualquer das hipóteses de absolvição sumária, havendo indícios de autoria do acusado quanto ao evento criminoso em apuração, bem como da materialidade”. O processo foi encaminhado ao MPPA para manifestação quanto ao pedido de revogação da prisão preventiva.

Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do G1 Pará no (91) 98814-3326

 

 

 

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