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Deputado preso em operação era dono do Detran, diz empresário que firmou colaboração premiada

 
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O deputado Mauro Savi (DEM), suspeito de participação num esquema de desvio no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), era o “dono“ do órgão, segundo o empresário José Ferreira Gonçalves Neto, também investigado e que firmou colaboração premiada com o Ministério Público Estadual (MPE).

Savi foi preso durante a segunda fase da Operação Bereré, chamada de Bônus.

O esquema teria começou a vigorar com a nomeação de Teodoro Lopes, o Dóia, como presidente do Detran. Ele assumiu o cargo no órgão, sob a indicação do deputado.

"Mauro Savi era o dono do Detran e Dóia era representante dele nesta autarquia, tendo nessa reunião Mauro Savi dado ordem para Dóia colocar o edital para que a FDL/EIG vencesse a licitação, ficando claro que Mauro Savi seria um dos beneficiados da propina", diz trecho do depoimento.

As investigações apontam o parlamentar como um dos chefes do esquema. Ele ocupa papel de destaque e integra o núcleo de liderança. Segundo o MPE, ele detinha o poder de escolher e fazer valer as vontades dele.

"Para o desempenho destas funções, os integrantes deste núcleo se valem do poder puramente político e/ou poder político-funcional”, diz trecho do inquérito policial.

Além dele Savi, são investigados os deputados estaduais: José Domingos Fraga (PSD), Wilson Santos (PSDB), Baiano Filho (PSDB), Ondanir Bortolini (PSD) e Romoaldo Júnior (PMDB).

O esquema teria desviado cerca de R$ 30 milhões dos cofres públicos com empresas de fachada.

O ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, que é primo do governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), teria recebido R$ 2,6 milhões em propina no esquema. Segundo a denúncia, ele foi responsável por manter contrato das empresas fantasmas com o atual governo.

Paulo Taques e o irmão dele, Pedro Jorge Taques também foram presos na Operação Bônus. Eles estão detidos no Centro de Custódia de Cuiabá.

Em nota, o governo diz que o contrato com a empresa EIG Mercados Ltda (antiga FDL), por meio da qual teriam sido desviados recursos públicos do Detran, foi rompido após a primeira fase da operação, em fevereiro, e que "tomou todas as medidas administrativas necessárias para evitar prejuízo ao erário".


G1MT

 

 

 

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