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Em audiência em MG, acusado diz que há outro envolvido em morte de jovem que combinou carona pelo WhatsApp

Promotor afirma que provas descartam questão e acredita na condenação de Jonathan Pereira do Prado. Audiência ocorreu nesta quarta 16 em Frutal; Kelly Cadamuro foi morta em novembro de 2017.

 
 -  Kelly Cadamuro foi morta durante carona entre MG e SP  Foto: G1
Kelly Cadamuro foi morta durante carona entre MG e SP Foto: G1

A audiência de instrução e julgamento que ouviu os acusados de envolvimento na morte da jovem Kelly Cristina Cadamuro, após combinar carona por WhatsApp em novembro de 2017, foi realizada nesta quarta-feira (16) em Frutal. A sentença deve sair em 30 dias.

De acordo com o promotor do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Fabrício Costa Lopo, o acusado de matar, roubar e estuprar a jovem de 22 anos, Jonathan Pereira do Prado - que chegou confessar os crimes à Polícia Civil na época dos fatos - negou parte das acusações nesta quarta. Além disso, o homem de 33 anos afirmou ter mais uma pessoa envolvida no crime.

"Durante o depoimento ele mudou a versão, negou a todo momento o estupro com medo de represálias dentro do sistema prisional, mas confessou o assassinato. Ele falou de um ex-namorado de Kelly que estaria envolvido no caso, mas pelas provas temos certeza que ele agiu sozinho", explicou Fabrício.

"Ele demonstrou ser um cara extremamente frio, calculista e articulado. Esperamos que sejam acolhidas as denúncias de estupro, latrocínio, ocultação de cadáver e fraude processual e que ele seja condenado a até 40 anos de prisão", reforçou o promotor.

Jonathan alegou que um envolvido no assassinato da jovem (Foto: Samir Alouan/Rádio 97 FM/Pontal Online) Jonathan alegou que um envolvido no assassinato da jovem (Foto: Samir Alouan/Rádio 97 FM/Pontal Online)

Jonathan alegou que um envolvido no assassinato da jovem (Foto: Samir Alouan/Rádio 97 FM/Pontal Online)

Kelly desapareceu no ano passado durante o trajeto de São José do Rio Preto (SP) para Itapagipe (MG) após oferecer carona em redes sociais. As investigações mostraram que Jonathan estava com a jovem no veículo e durante o caminho roubou, bateu, estuprou e roubou a radiologista. O corpo foi encontrado dias depois do desaparecimento na zona rural de Itapagipe.

Além de Jonathan, Wander Luís Cunha e Daniel Teodoro da Silva também foram ouvidos no Fórum de Frutal pelo juiz Luiz Gustavo Moreira nesta quarta.

Wander e Daniel respondem por receptação, uma vez que teriam comprado os objetos roubados de Kelly. No entanto, eles não foram acusados por participação efetiva no assassinato. O trio foi localizado dias depois da morte da garota. Eles aguardam o julgamento judicial presos e foram ouvidos no Fórum de Frutal pelo juiz Luiz Gustavo Moreira.

De acordo com o MPMG, após a audiência desta quarta a Justiça ouvirá por precatória outras testemunhas, abrirá o prazo para alegações finais do MP e defesa e determinará sentença em até 30 dias.

Relembre

Kelly Cadamuro era estudante de radiologia e desapareceu no dia 1º de novembro depois de sair de São José do Rio Preto (SP) com destino a Itapagipe (MG), para encontrar com o namorado, de 28 anos.

Os familiares da vítima relataram que ela participava de um grupo de carona e tinha combinado de levar um casal para a cidade mineira. Mas, no momento da viagem, o suspeito Jonathan disse que a namorada desistiu e iria apenas ele.

O circuito de segurança de uma praça de pedágio registrou imagens da jovem passando pelo local dirigindo. Mais tarde, o carro retorna, mas é o homem quem aparece ao volante. A polícia encontrou o carro da jovem abandonado e sem as quatro rodas, o rádio e o estepe em uma estrada rural entre São José do Rio Preto e Mirassol (SP).

Em depoimento à polícia, Jonathan admitiu ter feito uso do aplicativo para armar o crime e que esperou chegar até um trecho sem movimento da rodovia para pedir que a motorista parasse o carro para ele urinar. A vítima estacionou e ele começou a dar socos no rosto dela.

O corpo da jovem foi encontrado em um córrego entre Itapagipe e Frutal (MG), sem a calça e com a cabeça mergulhada na água. A declaração de óbito apontou que ela foi vítima de asfixia e estrangulamento.

 

 

 

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