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PIB do Japão sofre 1ª queda trimestral após 8 altas consecutivas

Economia da 3ª maior economia do mundo contrai mais do que o esperado.

 
 -  O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, durante entrevista coletiva em Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida, em abril  Foto: Mandel Ngan/AFP
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, durante entrevista coletiva em Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida, em abril Foto: Mandel Ngan/AFP

O Produto Interno Bruto (PIB) do Japão caiu 0,6% entre janeiro e março, em comparação com o mesmo período no ano passado, o que representa sua primeira queda após oito trimestres consecutivos de altas.

A economia do Japão contraiu mais do que o esperado no início do ano, sugerindo que o crescimento atingiu um pico após a melhor série de expansão em décadas, em uma notícia ruim para um governo que luta para impulsionar a inflação. A expextativa dos analistas era de uam queda de 0,2%.

A expansão do quarto trimestre foi revisada para uma taxa anualizada de 0,6%, contra 1,6% estimado antes.

Os dados divulgados nesta quarta-feira marcam o fim de 8 trimestres seguidos de expansão econômica, período mais longo de crescimento desde os 12 trimestres registrados entre abril e junho de 1986 e janeiro e março de 1989.

A contração, provocada por quedas no investimento e no consumo e por um crescimento mais fraco da exportação, acontece em meio aos temores relacionados aos possíveis efeitos das políticas protecionistas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as exportações.

Também destaca a vulnerabiliade do banco central a um choque econômico ou financeiro após cinco anos de forte estímulo monetário que deixou a autoridade monetária com pouca munição para defender o crescimento.

O ministro da Economia, Toshimitsu Motegi, afirmou que não há mudanças na visão do governo de que a economia está se recuperando moderadamente, prevendo retomada do crescimento diante principalmente do consumo privado e dos gastos de capital.

"Mas precisamos estar cientes do impacto da incerteza econômica externa e da volatilidade do mercado", completou.

A demanda externa, ou exportações menos importações, acrescentou apenas 0,1 ponto percentual ao PIB do primeiro trimestre já que as importações desaceleraram mais que as exportações.

Entretanto, os dados mostram que o crescimento das exportações está perdendo força, ao expandir apenas 0,6% no primeiro trimestre após crescimento de 2,2% entre outubro e dezembro.

* Com Reuters e Efe

 

 

 

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