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AL acha prisão de Savi desnecessária e vai buscar diálogo com desembargador

 


O deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) defende o entendimento entre o Legislativo e o Judiciário no caso relativo a prisão do seu colega de Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Mauro Savi (DEM). O parlamentar destaca que o enfrentamento não é o melhor caminho e aponta que não há motivos para que Savi, preso na última quarta-feira, durante a deflagração da "Operação Bereré-Bônus", continue preso.

Gilmar Fabris aponta que no seu entendimento, o recomendado é que a Procuradoria do Legislativo busque um entendimento com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, através do desembargador José Zuquim Nogueira, responsável pelo pedido de prisão de Savi e que “proibiu” que o legislativo estadual soltasse o parlamentar, ameaçando os deputados inclusive de prisão. “Obedecer decisão judicial é obrigação. Agora, é preciso se saber e isso a procuradoria precisa entender com o desembargador qual é o motivo do porque não se votar ou soltar. Em comum acordo, para que não exista ganhadores ou perdedores. Acredito até que, depois de ouvir o deputado, ele poderia ser colocado em liberdade, até porque o Mauro mora aqui, nunca saiu daqui e nem vai sair, é deputado e a hora que precisar dele, estará a disposição da Justiça. Tenho certeza disso. Não há porque tê-lo preso”, afirmou.

Fabris passou recentemente por situação semelhante ao ficar 40 dias preso, por conta da deflagração da Operação Malebolge, onde foi acusado de tentativa de obstrução de Justiça, e libertado após uma votação na ALMT determinar sua soltura, que havia sido expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux. O parlamentar inclusive, chegou a comentar que não recomenda a prisão “nem para o pior inimigo”. “Quero tomar conhecimento do que ainda não tenho. Não sei nem porque o companheiro e amigo Mauro Savi está preso. Só ouvi falar por cima de que é por obstrução de Justiça, mas não me inteirei ainda sobre que tipo seria. As vezes também o desembargador queria ouvir as testemunhas e depois pode até o próprio magistrado liberá-los. Acho que é uma questão de ter um pouco de calma, que será resolvido, se Deus quiser, porque cadeia não é bom para ninguém. Não é fácil. A coisa é muito triste. Uma tristeza só que eu não recomendo nem para inimigo, quanto mais para amigo. Não quero que passem por isso”, afirmou.

De acordo com Gilmar Fabris, uma possível tentativa de “peitar” o Judiciário pode acabar inclusive prejudicando ainda mais o deputado Mauro Savi, ao invés de ajudar. Ele também destaca que é importante aguardar e saber qual é o pensamento da família e dos advogados de Savi, para saber qual a melhor forma de agir.

Ele aponta inclusive o seu caso como mais complicado pela dificuldade de diálogo com o ministro do STF, Luiz Fux, pela distância e o acesso não tão fácil. “Vamos aguardar para ver qual é o pensamento da família e do advogado, por exemplo, que tem que recorrer daquilo que é necessário. Aí sim, tem sessão terça, quarta, quinta, sexta. Tem tempo aí para se tomar uma decisão. O meu caso era bem mais complicado, porque se tratava de um ministro que estava em Brasília e em um momento muito difícil até de ter acesso a ele. Aqui não, o desembargador Zuquim é uma pessoa de fácil acesso. Precisamos primeiro ouvi-lo, o porque não e o porquê sim, para daí então tomar providências sobre o que se deve ou não fazer”, completou.

 

 

 

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