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Conselheiro teme colapso financeiro e suspende RGA de 6,39% para servidores do Estado

 
O conselheiro interino do Tribunal de Contas do Estado (TCE), José Isaias Lopes da Cunha, suspendeu há pouco o pagamento do Reajuste Geral Anual aos servidores do Governo do Estado temendo "colapso" financeiro nas contas  neste ano. A decisão é baseada numa recomendação do Ministério Público de Contas (MPC), que apontou duas irregularidades de natureza gravíssima, que teriam sido cometidas pelo governador Pedro Taques (PSDB).

De acordo com o MPC, o Governo do Estado desrespeitou o índice prudencial e máximo definido pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), com aumento real aos servidores do Poder Executivo do Estado, contrariando limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, além de praticar gastos com pessoal acima dos limites estabelecidos. A RGA estimada pelo Governo em 6,39%, seria paga em três parcelas neste ano.

A primeira, de 2,20%, em setembro (referente a 2017), 2% em outubro e 2,19%, em dezembro, sendo as duas últimas relacionadas a 2018. “Em razão da gravidade das irregularidades e do perigo do aumento exarcebado do volume de gastos com pessoal, com risco de comprometimento e colapso da gestão fiscal e financeira do Estado de Mato Grosso, a Unidade de Instrução sugeriu a adição de medida cautelar para fins de suspender a concessão de todos os reajustes nos subsídios dos servidores públicos”, diz a alegação do Ministério Público de Contas.

O TCE apontou diversos entraves relativos à concessão da RGA, especialmente por conta da crise fiscal e financeira do Estado e ao aumento dos limites das despesas total com pessoal estabelecida pela LRF. Ele aponta que, mesmo neste cenário, foi editada a Lei Estadual nº 10.572/2017, que fixou o percentual de revisão da remuneração e do subsídio dos servidores públicos do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso para os exercícios de 2017 e 2018, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

“Por isso, diante da não observância dos requisitos da legislação estadual e da situação comprometedora da despesa total com pessoal claramente demostrada pelos índices deste Tribunal e da Secretaria do Tesouro Nacional, não há possibilidade jurídica de concessão de revisão geral anual e de aumento de remuneração e de subsídio aos servidores públicos pela Lei Estadual nº 10.572/2017”, apontou o conselheiro.


folha max

 

 

 

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