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Defesa de coronel preso por desvio de verba pública pede à Justiça que ele possa trabalhar e estudar

Pedido foi feito nesta segunda-feira 16 pelo advogado de defesa do militar reformado Lindemberg Abel do Nascimento, que cumpre pena de 7 anos de reclusão no quartel da Polícia Militar do Amapá.

 

A defesa do coronel reformado Lindemberg Abel do Nascimento, que está preso no quartel da Polícia Militar (PM) do Amapá desde a sexta-feira (13), pediu à justiça autorização para que ele possa trabalhar durante o dia e estudar de noite.

Ele foi condenado a sete anos e um mês de reclusão, em regime semiaberto, por ter participado de um esquema que desviou R$ 5 milhões da Assembleia Legislativa, através da simulação de compras de passagens aéreas de uma agência de viagens, entre os anos de 2011 e 2012.

No recurso, a defesa anexou documentos que comprovam a matrícula de Lindemberg em uma faculdade particular e a contratação dele pela mesma instituição. Segundo o pedido, o coronel voltaria para o comando da PM para pernoitar e permaneceria nos fins de semana e feriados.

Lindemberg nascimento também foi condenado em um processo de improbidade administrativa que corre na 2ª Vara Cível e de Fazenda Pública de Macapá. Pela decisão, ele e outros sete acusados, tiveram os bens indisponibilizados até o limite de R$ 585 mil. Segundo a Justiça, esse valor teria sido desviado por meio de um contrato de informática. O dinheiro teria sido pago, sem que o serviço tivesse sido prestado.

A defesa disse que vai recorrer dessa decisão e ressaltou que, nos dois casos, Lindemberg agiu apenas cumprindo ordens que vinham da presidência da Assembleia Legislativa.

Conforme apuração, o pagamento pelo serviço se deu por meio de dois cheques da conta pertencentes à Aleap, no valor acima de meio milhão de reais. No entanto, o relatório de notas fiscais emitido pela Secretaria da Receita Estadual revela que a entrada de mercadorias na empresa de informática, no período de janeiro a dezembro de 2011, não passou de R$ 22.132,54.

O militar foi condenado em 2016 por participar de um esquema que desviou 5 milhões de reais da assembleia legislativa, através da simulação de compras de passagens aéreas com uma agência de viagens, entre 2011 e 2012.

Lindemberg cumpria pena em liberdade, mas a juíza Luciana Barros de Camargo revogou essa condição. A pedido da defesa, para garantir a integridade dele, é que a pena está sendo cumprida no comando da Polícia Militar e não no Centro de Custódia do bairro Zerão, na Zona Sul de Macapá, para onde são encaminhados presos militares.

O advogado Maurício Pereira, que defende o acusado, disse que o cliente dele é inocente e que vai recorrer da decisão. A pena de Lindemberg Abel totaliza 7 anos de reclusão. Ele também foi condenado a pagar multas.

Além do militar, também foram condenados nessa mesma ação, resultado da operação eclésia, o deputado Moisés Souza, o ex-deputado Edinho Duarte, além do ex-secretário de finanças Edmundo Ribeiro Tork Filho. Os três estão presos no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen).

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