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Cidade síria de Afrin '''cairá''' nesta quarta, diz presidente turco

Enclave curdo é bombardeado pela Turquia desde 20 de janeiro.

 
 -  Rebeldes sírios apoiados pela Turquia avançam nesta quarta-feira no vilarejo de Der Mismis ao sul de Afrin, na Síria  Foto: Hasan Kirmizitas/DHA-Depo
Rebeldes sírios apoiados pela Turquia avançam nesta quarta-feira no vilarejo de Der Mismis ao sul de Afrin, na Síria Foto: Hasan Kirmizitas/DHA-Depo

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse esperar, nesta quarta-feira (14), que "até esta noite" a cidade síria de Afrin cederá à operação militar lançada pela Turquia em 20 de janeiro passado para expulsar a milícia curda Unidades de Proteção Popular (YPG).

"Nos aproximamos um pouco de Afrin. Espero (...) que Afrin tenha caído por completo até esta noite", declarou Erdogan em um discurso transmitido pela televisão.

Nesta terça, o Exército turco anunciou que suspendeu o cerco a Afrin, onde vivem cerca de 350 mil pessoas. A localidade é o principal alvo da ofensiva lançada contra a força curda YPG.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) informou nesta quarta que 10 combatentes pró-Assad morreram após bombardeios aéreos da Turquia contra seu posto de controle perto do enclave curdo.

O ponto fica em uma estrada que liga a cidade de Afrin (no território curdo) ao território vizinho sob controle do governo Bashar al-Assad, onde se encontram as localidades de Nobol e de Zahraa, segundo o OSDH.

"O posto atacado se situa na estrada dos deslocados que partem da cidade de Afrin para Nobol e para Zahraa", segundo o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

Ainda de acordo com a ONG, esse posto de controle foi erguido recentemente para impedir as atividades dos traficantes que exigiam quantias astronômicas dos civis de Afrin para deixarem o território curdo de forma clandestina.

Ofensiva contra as YPG

Em 20 de janeiro, a Turquia lançou, com a ajuda de rebeldes sírios, uma ofensiva no território de Afrin, situado em sua fronteira.

O objetivo é expulsar da fronteira a milícia curda Unidades de Proteção Popular (YPG), considerada um grupo "terrorista" por Ancara, mas vista como uma aliada por Washington na luta contra os extremistas do Estado Islâmico na Síria.

A Turquia acusa as YPG de terem vínculos com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a organização armada dos curdos turcos que fazia uma guerra de guerrilhas.

 

 

 

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