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POLÍTICA

Dodge quer investigações contra Blairo Maggi num único inquérito

 
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A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, a juntada de todas as investigações envolvendo o ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) no âmbito da Operação Ararath, que investiga uma possível organização criminosa que se instaurou no governo do Estado entre os anos de 2006 à 2014, cometendo crimes financeiros para financiamento de campanhas e enriquecimento ilícito.

Dodge quer todas as investigações sejam anexadas ao inquérito 4596, "que apura crimes praticados, em tese, por organização criminosa atuante, supostamente, noGoverno do Estado de Mato Grosso, em desdobramento da denominada Operação Ararath".

No 1º pedido, a chefe da PGR solicita que a investigação "sobre corrupção de testemunha, no âmbito da Operação Ararath, entre os anos de 2014 a 2017, além de outros crimes".

O fato remete ao caso de 2014, onde Blairoi teria sido poupado de eventual investigação da Ararath. Segundo o MPF, o ex-secretário de Estado, Eder Moraes, passou a recomendar que o advogado Sebastião Monteiro fosse contratado pelos empresário Gércio Marcelino Mendonça Junior, o Júnior  Mendonça, e Genir Martelli e também pelo ex-governador Silval Barbosa, se eles fossem destinatários de medidas no âmbito da Operação Ararath.

"Dentro desta Operação, venho juntando as Petições e incidentes relacionados a ela, no âmbito do INQ 4596, com vistas a reunir todos os temas a serem investigados e, com estes elementos, promover eventuais cisões e declínios de jurisdição", argumenta ao procuradora-geral.

Outra investigação que Dodger quer juntada, é em relação ao caso Bic Banco, envolvendo Júnior Mendonça, proprietário da sociedade empresária Comercial Amazônia de Petróleo Ltda, o ex-governador  Silval Barbosa, Eder Moraes, o ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Geraldo Riva e José Bezerra Menezes, fundador do Bic Banco.

De acordo com as investigações, entre 2005 e 2014, vários empréstimos foram realizados perante o Bic Banco em Mato Grosso com finalidade diversa da contratualmente estipulada. Os recursos provenientes dos empréstimos, foram utilizados para pagamento de dívidas políticas e eleitorais dos investigados.

"As dívidas contraídas com a instituição financeira foram posteriormente quitadas de forma dissimulada com a utilização de pessoas jurídicas diversas, ligadas ao grupo político de Blairo Maggi e Silval Barbosa", diz trecho do pedido. Os pedidos foram feitos na semana passada e caberá ao ministro Luiz Fux decidir.

Outro lado - O ministro Blairo Maggi nega todas as acusações que o envolve e diz estar tranquilo com as investigações em andamento no STF.

Já o ex-governador Silval Barbosa se encontra em prisão domiciliar após ter feito colaboração premiada com o MPF e acatada pelo STF. 


Gazeta Digital

 

 

 

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