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Ibama reconhece famílias que vivem em Altamira como atingidas pelas obras de Belo Monte

Centenas de famílias que moram em palafitas no bairro Independente I terão que ser remanejadas da área da lagoa.

 

A presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Sueli Araújo, anunciou na terça-feira (13) em Altamira, sudoeste do Pará, que centenas de famílias que vivem em palafitas do bairro Independente I foram reconhecidas como atingidas pelas obras da usina hidrelétrica de Belo Monte. Com isso, cerca de 4 mil pessoas terão de ser remanejadas da área.

Essas pessoas vivem em palafitas no interior de uma lagoa, em condições insalubres, no meio do esgoto, lixo e sem água potável. A única forma de acesso são pontes de madeira improvisadas, que estão apodrecendo e oferecem risco.

A família de Fábio Magalhães vive há 5 anos no local. Ele se mudou de Cametá há cinco anos para trabalhar na construção da usina, ficou desempregado e conta que não teve mais como pagar aluguel.

“O maior desejo das famílias impactadas por Belo Monte é ser reconhecida como impactada, que é a verdade”, afirma Fabio.

No final de 2017, a empresa Norte Energia, empreendedora de Belo Monte, concluiu o cadastro de todas as famílias que moram no local. O levantamento indicou que existem 968 famílias no local.

Impactos sociais

Os moradores alegam que desde a formação do lago da usina, o volume de água aumentou no local, mas o impacto ambiental não foi comprovado. O reconhecimento foi comprovado através de um estudo sobre os impactos sociais causados pelo empreendimento.

A presidente do Ibama se reuniu com moradores do bairro, que lotaram um centro comunitário em Altamira para receberem a notícia. “Há impacto do empreendimento Belo Monte no bairro em relação ao fluxo populacional e a forma de ocupação da região da lagoa. Então, não foi comprovada a questão da conexão nos aquíferos, mas um estudo mostrou que pela dinâmica de ocupação ao longo dos anos há sim influência do empreendimento", afirmou Sueli Araújo.

A empresa será notificada e terá que apresentar em um prazo de 60 dias um plano de trabalho que contemple o atendimento às famílias cadastradas. A prioridade é atender os moradores que vivem dentro da lagoa.

A Prefeitura de Altamira também será notificada a fazer a derrubada das moradias quando for feita a realocação das famílias e a revitalizar a área, que está completamente destruída.

Em um comunicado para a imprensa divulgado em seu site oficial, a Norte Energia, empresa responsável pelo empreendimento, afirma que vem cumprindo estritamente todos os compromissos socioambientais assumidos com os órgãos licenciadores do projeto.

Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do G1 Pará no (91) 98814-3326.

 

 

 

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