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Papa emérito Bento XVI sofre de doença debilitante, diz irmão

Doença atinge sistema nervoso que o obriga a usar uma cadeira de rodas com frequência. Bento XVI está mentalmente saudável, mas se cansa facilmente.

 
 -  Papa emérito Bento XVI participa de cerimônia no Vaticano, em imagem de 8 de dezembro de 2015  Foto: Gregorio Borgia/ AP
Papa emérito Bento XVI participa de cerimônia no Vaticano, em imagem de 8 de dezembro de 2015 Foto: Gregorio Borgia/ AP

O papa emérito Bento XVI está sofrendo de uma doença em seu sistema nervoso que o obriga a usar uma cadeira de rodas com frequência, disse Georg Ratzinger, irmão dele, a um semanário alemão. Ele afirmou que há temores de que a paralisia possa chegar ao coração.

Bento XVI, alemão que em 2013 se tornou o primeiro papa em seis séculos a renunciar, disse no início deste mês estar na última fase da vida e em uma "peregrinação para casa". Ele está com 90 anos de idade.

Georg, de 94 anos, disse ao "Neue Post" que seu irmão está mentalmente saudável, mas que se cansa facilmente.

"O maior medo é que em algum momento a paralisia chegue ao seu coração. Aí tudo pode acabar rápido", disse Georg, acrescentando que ora todos os dias por uma morte "boa" para si mesmo e para o irmão.

Ele também contou que os dois conversam todos os dias pelo telefone. "Essa é uma grande dádiva. Neste sentido, ninguém está sozinho".

"Torço muito para poder viajar mais uma vez a Roma para comemorar o 91º aniversário do meu irmão em 16 de abri. Mas isso ainda demora, quem sabe o que acontecerá até lá", disse Georg, segundo o "Neue Post".

Desde que renunciou, Bento XVI, um conservador cujo papado foi marcado por problemas de administração e escândalos financeiros, mora em um antigo convento nos jardins do Vaticano.

Ele só faz aparições públicas raramente.

O Vaticano não quis comentar de imediato, mas uma fonte próxima do ex-pontífice disse que ele continua a receber visitantes, alguns deles ainda na semana passada.

Georg Ratzinger liderou uma das escolas católicas mais famosas da Alemanha, a Regensburger Domspatzen, ou Pardais da Catedral de Regensburg, de 1964 a 1994.

No ano passado, um relatório independente revelou que mais de 500 pupilos foram submetidos a abusos físicos ou sexuais entre 1945 e 2015. Georg admitiu ter estapeado pupilos no rosto, mas disse não ter percebido que a disciplina da escola era tão brutal.

 

 

 

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