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Pra desfilar, bloco teve que pagar R$ 1,6 mil à prefeitura

 
 - Cerca de duas mil pessoas participaram do bloco Chulé do Pato.  Foto: Marco Santos/Diário do Pará
Cerca de duas mil pessoas participaram do bloco Chulé do Pato. Foto: Marco Santos/Diário do Pará

O Carnaval acabou, mas a alegria do período ainda contagiou foliões ontem, na Quarta-feira de Cinzas, com o bloco do Chulé do Pato, que saiu pelas ruas do bairro do Guamá, em Belém. As temperaturas amenas e o clima agradável propiciaram a diversão dos foliões, contabilizados em duas mil pessoas, segundo a organização.

Ao som de bandinha de fanfarra, os eles se concentraram na avenida Castelo Branco, entre as ruas dos Caripunas e Paes de Sousa, fazendo um percurso por diversas vias do Guamá.

Tinha noiva com véu e vestida com o tradicional branco. Animada, a brincante avisou logo que já tem marido e queria apenas cair na descontração com os amigos e familiares. “Sou casada, mas quem sabe agora ele não se inspira na roupa e oficializa a união?”, brincou a empresária Cintia Paiva, 30. Para ficar parecida com uma noiva de verdade, ela demorou mais de duas horas só para compor toda a sua produção. “Não gastei absolutamente nada de dinheiro para vestir a fantasia, é tudo emprestado”, contou aos risos a brincante.

Todos os anos, a costureira Joana Xavier, 61, prepara uma nova peça para montar sua fantasia de carnaval. “Há oito anos que me visto de nega maluca e venho curtir o carnaval do Chulé do Pato”, conta a mulher, dizendo que gasta cerca de R$ 500 com a roupa e acessórios de sua personagem. 

Veja imagens do bloco Chulé de Pato na Roça.

Ao lado da mãe, a estudante do 1º ano do Ensino Médio Samyra Monteiro conta que se inspirou no amor que tem pelo irmão de três anos para se fantasiar. “É um momento muito especial do carnaval, marcado pela presença de famílias. Escolhi o Mário Bros por ser um grande ícone infantil”, justifica. 

O arrastão do bloco Chulé de Pato completa 17 anos neste ano levando alegria na despedida do Carnaval pelas ruas do Guamá. Músico e presidente do bloco, Paulinho Mururé informa que pediu a isenção das taxas cobradas pela prefeitura de Belém e do governo do Estado, mas teve seu pedido negado. “Há 16 anos que a gente fazia essa festa aqui no bairro, que tem apenas o único intuito de atrair aqueles que não conseguem pagar por um abadá no período de carnaval e hoje podem participar dessa alegria”, argumenta Mururé.

Diante dessa negativa, Mururé conta que foi preciso que houvesse coleta entre a diretoria e amigos da agremiação de carnaval para conseguir a licença para desfilar na rua. “Acho que é um absurdo a Prefeitura de Belém cobrar R$ 1.600 para que a gente brinque no meio da rua. Agora, como você pode ver, não tem nenhuma das autoridades presentes aqui. Nem policiais e nenhum agente de trânsito para fiscalizar e nos dar proteção”, critica.

PREPARAÇÃO

Para o Carnaval do ano que vem, a diretoria do bloco já começa a planejar eventos que ajudem a arrecadar recursos financeiros ainda esse ano, como o “Chulé de Pato na Roça” em junho e o “1º Grito de Pré-réveillon do Chulé de Pato”, em novembro.

(Wal Sarges/Diário do Pará)

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