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Papa pede integração de imigrantes, apesar de temor '''legítimo'''

Em missa neste domingo, Papa Francisco falou a imigrantes e refugiados de 49 países diferentes sobre a necessidade de entendimento entre eles e as sociedades que os recebem.

 
 -  Imigrante segura sua filha com bandeira da Itália enquanto esperam pela missa em celebração ao dia Internacional dos Imigrantes, na Basílica de São P
Imigrante segura sua filha com bandeira da Itália enquanto esperam pela missa em celebração ao dia Internacional dos Imigrantes, na Basílica de São P

O papa Francisco classificou neste domingo como pecado que imigrantes e moradores dos países que os recebem se recusem a conhecer-se e integrar-se por um medo que, ainda que "legítimo", não deve alimentar o ódio e a rejeição.

"Não é fácil entrar na cultura que nos é alheia, pôr-nos no lugar de pessoas tão diferentes de nós, compreender seus pensamentos e suas experiências", declarou o pontífice em uma missa com refugiados realizada durante a Jornada Mundial dos Imigrantes.

Imigrante segura sua filha com bandeira da Itália enquanto esperam pela missa em celebração ao dia Internacional dos Imigrantes, na Basílica de São Pedro, Vaticano, neste sábado (14) (Foto: Max Rossi/Reuters) Imigrante segura sua filha com bandeira da Itália enquanto esperam pela missa em celebração ao dia Internacional dos Imigrantes, na Basílica de São Pedro, Vaticano, neste sábado (14) (Foto: Max Rossi/Reuters)

Imigrante segura sua filha com bandeira da Itália enquanto esperam pela missa em celebração ao dia Internacional dos Imigrantes, na Basílica de São Pedro, Vaticano, neste sábado (14) (Foto: Max Rossi/Reuters)

Francisco disse que, perante esta dificuldade, "frequentemente renunciamos ao encontro com o outro e levantamos barreiras para defender-nos".

"As comunidades locais, às vezes, temem que os recém-chegados perturbem a ordem estabelecida, 'roubem' algo que se construiu com tanto esforço. Mesmo os recém-chegados têm medos: temem a confrontação, o julgamento, a discriminação, o fracasso", destacou.

O papa reconheceu que estes medos "são legítimos" por estarem baseados em "dúvidas que são totalmente compreensíveis do ponto de vista humano".

No entanto, sustentou que duvidar "não é um pecado", mas sim permitir que "estes medos determinem nossas respostas, condicionem nossas escolhas, comprometam o respeito e a generosidade, alimentem o ódio e a rejeição".

"O pecado é renunciar ao encontro com o outro, com aquele que é diferente, com o próximo", completou.

Francisco pronunciou esta homilia durante uma missa na basílica de São Pedro na qual participaram imigrantes e refugiados de 49 países diferentes que levaram suas bandeiras, assim como 70 diplomatas credenciados na Santa Sé.

Perante eles, o papa insistiu na necessidade de entendimento entre os imigrantes e as sociedades que os recebem e ressaltou que ambas partes devem "acolher, conhecer e reconhecer".

Para os primeiros isto implica em "conhecer e respeitar as leis, a cultura e as tradições dos países que os acolheram", bem como "compreender os seus medos e as suas preocupações em relação ao futuro".

Os segundos, por sua parte, deveriam "abrir-se à riqueza da diversidade sem ideias pré-concebidas, compreender os potenciais, as esperanças dos recém-chegados, bem como a sua vulnerabilidade e os seus temores".

Na opinião do papa, o "verdadeiro encontro com o outro não se limita à acolhida", mas envolve as três ações que já destacou em agosto na sua mensagem prévia à jornada de hoje: "proteger, promover e integrar".

Por último, Francisco pediu uma "oração recíproca" entre refugiados e as comunidades locais.

 

 

 

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