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Polícia dinamarquesa suspende buscas em caso de jornalista sueca morta em submarino

Objetos usados para esquartejar corpo de Kim Wall e celulares dela e de acusado pelo crime não foram localizados. Julgamento de inventor Peter Madsen deve acontecer entre março e abril.

 
 -  Kim Wall morreu após embarcar no submarino Nautilus, de Peter Madsen  Foto: Handout/TT News Agency/AFP
Kim Wall morreu após embarcar no submarino Nautilus, de Peter Madsen Foto: Handout/TT News Agency/AFP

A polícia dinamarquesa deu por finalizada nesta sexta-feira (12) a busca no Mar Báltico por objetos ligados ao caso da jornalista sueca Kim Wall, que desapareceu em meados de agosto enquanto fazia uma matéria no submarino do inventor Peter Madsen.

Após encontrar no final de novembro o braço direito de Wall na baía de Køge (sul de Copenhague), na mesma zona onde tinham aparecido outras extremidades e a cabeça, a polícia continuava rastreando a zona na busca por possíveis utensílios usados para cortar o corpo e os celulares de ambos.

"Decidimos que não há razão para continuar rastreando na água com barcos ou mergulhadores. Temos todas as partes do corpo, ainda que havia outras coisas que até agora considerávamos importante para seguir com a busca", disse à edição digital do jornal "BT" o chefe da investigação, Jens Møller Jensen.

Wall foi vista pela última vez em 10 de agosto a bordo do submarino Nautilus, onde iria entrevistar Madsen, que reapareceu no dia seguinte pela manhã em Køge, onde foi resgatado antes de o aparelho afundar.

O inventor disse ter desembarcado a repórter horas após o início da viagem e que o submarino afundou por um erro, ainda que depois tenha mudado sua declaração e revelou que o afundamento foi intencional.

Em sua segunda versão, o inventor disse que a morte da mulher tinha sido causada por acidente e que navegou horas sem rumo e pensando em suicídio, ainda que também tenha tido tempo de tirar uma soneca antes de lançar o corpo no mar, inteiro e com roupa.

A investigação policial já tinha concluído até lá que o corpo foi esquartejado, que o tronco do corpo humano tinha tubos de metal fixados e que apresentava ferimentos para extrair o ar de seu interior com o objetivo de afundar e não voltar à superfície.

No computador do inventor foram achados vídeos de mulheres executadas e torturadas, que ele assegura não serem seus.

Depois de os médicos constatarem que o crânio não tinha fraturas, Madsen - que segue se declarando inocente - afirmou que Wall tinha morrido intoxicada por monóxido de carbono enquanto ele estava na cobertura e reconheceu ter esquartejado seu corpo.

Madsen está preso preventivamente cinco meses por várias acusações, entre eles a de homicídio.

Há dois dias, o inventor aceitou o prolongamento, por um mês, da prisão.

É esperado que o julgamento, para o qual já foram reservados de forma provisória oito dias, possa ser realizado entre março e abril.

 

 

 

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